Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier de Ribes / Brasil

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"Eu escolho a vida" a cada hora em ponto

Convidamos você, a cada hora, a criar uma nova vibração ao redor do mundo, dizendo “EU ESCOLHO A VIDA” junto com milhares de pessoas. Todos juntos a serviço da vida.












Ajudar os Filhos

Revista Hellinger, janeiro de 2006

O que se vê em alguns filhos, através de seu comportamento, que muitas vezes nos aflige tanto, é algo necessário para o sistema familiar que os demais membros rejeitam.

O filho toma isso sobre si, no lugar dos outros. Olha com amor para os excluídos.

Por trás deste comportamento, se esconde o amor.

Quando se trabalha com filhos difíceis, não olhamos, então, para os filhos e, sim, para a direção na qual eles olham. Assim, começa um movimento, um movimento que cura, que liberta o filho, porque os outros olham para onde devem olhar. O filho já não precisa olhar em seu lugar, nem se comportar em função disso. Está é a maneira essencial de proceder no trabalho com os filhos.

O Amor Oculto do Filho

Pense no que acontece com muitos destes filhos: se lhes é dado tratamento, tomam medicamentos, como se, de alguma maneira, tivessem algo que não estivesse em ordem.

De fato, comportando-se assim, fazem algo pelos outros, pelos antepassados, pelos grandes.

Por isso, esta maneira de ajudar os filhos é vanguardista e abre uma porta para novas possibilidades, mas só se não olharmos para os filhos, mas, ao contrário, olharmos, com eles, para onde se sentem atraídos e para o que querem fazer pelos adultos.

Assim, os filhos se sentem aliviados.

Os pais, e todas as pessoas envolvidas, devem mudar. Devem olhar de frente o que antes não tinham olhado.

É assim como começa um processo de crescimento, primeiro com os pais. Somente, então, os filhos são livres.

A Ordem

Isso é a pedagogia sistêmica, uma pedagogia completamente diferente; aí está o segredo deste trabalho.

É uma ajuda totalmente particular para a vida. Nesse caso, eu ajudo os filhos a saírem de uma intrincação (emaranhamento), coloco algo em ordem em seu sistema familiar.

A desordem em um sistema é sempre a mesma. Existem membros, que fazem parte de um sistema, excluídos. Ao sistema, pertencem todas as vítimas dos membros desta família. Quando um deles estiver envolvido com a morte de algum outro, talvez sendo o culpado, esses mortos formam, então, parte de seu sistema. Eles estão presentes.

E agem, se fazem sentir geralmente através de um filho.

Então, esse filho olha nessa direção. Mas quando os outros não olham nessa direção, isso não ajuda. Aqueles a quem realmente corresponde essa situação, devem olhar nessa direção. Assim, essa desordem é colocada em ordem.

A ordem sempre quer dizer que: o que foi excluído deve ser integrado novamente.

É isso o que olho em primeiro lugar quando faço este trabalho, agora e no futuro.

Esta é a terapia que abarca tudo e que chamo “Ajuda para a Vida”. Esta terapia abre o olhar para outros contextos nos quais se torna mais fácil ajudar os filhos e, naturalmente, também seus pais.

Exemplo: A filha não quer ir à escola

Hellinger a uma Mulher: De que se trata?

Mulher: Minha filha não quer ir à escola. Está em CM1. Se nega cada vez mais a ir à escola e a sair de casa.

Hellinger: E quanto ao pai da menina?

Mulher: O pai é muito mais jovem que eu. Nunca estivemos muito tempo juntos. Agora tentamos mais ou menos nos separar. Muitas vezes tenho falado deste assunto com ele, mas ele tem muitas coisas dele mesmo para fazer.

Hellinger: Quantos anos ele é mais jovem?

Mulher: Vinte e dois anos.

Hellinger: Vinte e dois anos mais jovem? Ah, bom. Bem, então vou começar com a filha.

Hellinger escolhe uma representante para a filha e deixa que ela mesma se posicione. A filha move os dedos, inquieta, e esfrega as mãos. Depois, olha para o chão.

Hellinger faz com que ela volte a se sentar um momento. Escolhe uma representante para a mãe da menina. Esta representante vira a cabeça. Depois, olha para o chão e, enquanto isso, cerra os punhos. Se coloca de cócoras e com uma mão esfrega o chão como se quisesse remover alguma coisa, lavando-a. Cerra o outro punho.

Hellinger pede agora à representante da filha que se coloque a uma certa distância de sua mãe. A mãe continua esfregando vigorosamente o chão.

Hellinger à representante da Filha: Diga à sua mãe: “Eu cuido de você”.

(A mãe continua esfregando o chão, olhando, pelo outro lado, para sua filha. A filha se aproxima de sua mãe. Esta se vira e esfrega o chão com suas duas mãos. Dá uma olhada rápida para sua filha e, depois, se vira novamente. A filha abre os braços, como se quisesse ajudar sua mãe.)

(A mãe está agora de joelhos e quase toca o chão com sua cabeça. Continua esfregando o chão com as duas mãos.)

Hellinger às representantes depois de um momento: Ok, obrigada a vocês duas.

Hellinger à Mulher: Está claro, para você, a razão pela qual sua filha quer ficar em casa?

Mulher: Ela me protege, quer me ajudar.

Hellinger: Sim, ela tem medo de que você morra ou se suicide.

(A mulher, comovida, assente, diz sim, com a cabeça e começa a chorar.)

Mulher: Você pode me ajudar me dizendo em que direção devo olhar?

Hellinger: Não tenho direito de me intrometer aí. Há um segredo e devo respeitá-lo.

(A mulher suspira profundamente e assente com a cabeça.)

Mulher: Eu sei o segredo.

Hellinger: É claro que você sabe, mas eu não quero saber. Tampouco tenho o direito de saber. Mas sua filha também sabe. Ao menos, sente.

(A mulher continua suspirando profundamente e assente com a cabeça.)

Hellinger, depois de um certo tempo: Você pode fazer um exercício com sua filha. De manhã, antes do início da escola, você pode dizer a ela: “Hoje você pode ficar tranquila, eu fico”. No dia seguinte, antes que vá à escola, diga a ela também: “Hoje eu fico, você pode ir tranquila à escola”.

(A mulher ri aliviada.)

Hellinger: Ok?

Mulher: Obrigada.

Hellinger ao grupo: Parece que é um problema e é somente amor. Não existe mais que amor por parte da menina.