Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier de Ribes

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"Eu escolho a vida" a cada hora em ponto

Convidamos você, a cada hora, a criar uma nova vibração ao redor do mundo, dizendo “EU ESCOLHO A VIDA” junto com milhares de pessoas. Todos juntos a serviço da vida.












Ser instrumento de paz

Proponho-lhes as próximas reflexiones e exercícios

Para nos transformar em instrumentos de paz.

A necessidade de pertencer é a mais premente de todas e pela procura de segurança a pessoa faria qualquer cosa. E segurança significa, perante tudo, Valores, Deus, religião ou ideologia. Os homens matam por fidelidade ao seu Deus, por pertencer mais ao seu Deus, para se sentirem mais seguros, para terem a consciência segura e tranquila. E Quem é esse Deus? É a Verdade que compartilha um grupo, é o cimento do grupo ao que pertenço.

Bert Hellinger fez este descobrimento referente à paz:

Os homens matam para defender sua Verdade, eliminando quem a critica, despreza ou coloca em risco sua segurança externa (a validade de seu grupo) e interna (sua boa consciência). A Verdade de uns é o Mal de outros.

A guerra não é mais do que a materialização de nosso medo interno a ser autônomos, pois, a autonomia supõe renunciar a esta pertença e a esta segurança física e moral. É a materialização de nossa fidelidade infantil e fundamentalista a uma Verdade que nos ajudou a nos integrar, a pertencer, a nos ver reconhecidos por outros e nos sentir importantes.

Já é hora de nos despedir da superioridade de nossa verdade. Não existem dois seres humanos que acreditem exatamente no mesmo. Por isso, nos custa tanto aceitar profundamente qualquer outra pessoa.

Renuncio a que minha explicação da vida seja a única válida: é fruto de meu passado e se houvesse nascido em outro país, ou outra época, meu desenvolvimento teria sido diferente e minha crença sobre a vida, o mundo, a justiça, o bem e o mal, também.

Tudo o que existe cria seu contrário, tudo existe por polaridade, até que os polos se fusionem, se reconciliem, criando uma nova unidade, superior às duas anteriores que, pela sua vez, criará uma nova polaridade…

Quando rejeito ou nego algo, e somente me agarro a minha polaridade, o que rejeito aumenta. Quanto mais me radicalizo, mais se radicaliza o oposto. É lei de vida. A única solução para que algo desapareça, é incluí-lo. A solução para a guerra é incluir, incluir e incluir.

Fecho os olhos e abro-me a todos. A todos como somos. Sou um mais. Um mais em todos os aspectos.

Vejo-me com a minha Verdade, a honro, lhe agradeço, vejo as fidelidades que tenho detrás dela e a faço menor. Não é mais do que a minha verdade, aqui e agora.

E, agora, vejo os outros, cada um com sua Verdade, e detrás de cada verdade, suas realidades e suas fidelidades. Honro todos os outros e agradeço-lhes ser como são.

Honro todos como somos.

Nossos pais, também, têm sua verdade cada um, a verdade para minha mãe é diferente da verdade para meu pai. Cada um é fiel ao seu passado, à sua experiência e ao que lhe guia.

Eu existo porque entre os dois se fizerem um. Sou ambos, sou a fusão dos dois.

Então, decido renunciar a minha preferência pelo meu pai ou minha mãe. Ambos, pai e mãe, são igualmente valiosos para mim. Ambas as verdades, a do meu pai e a da minha mãe, são igualmente válidas para mim.

Olho para meus pais e os abranjo em uma só olhada, os dois juntos, estejam como estejam, estejam onde estejam.  Honro os dois, ao mesmo tempo, com o mesmo agradecimento e a mesma entrega.

Frequentemente, as minhas convicções são totalmente viscerais. Não as posso raciocinar. Quando as sinto criticadas ou ameaçadas, mesmo que, seja levemente, sinto uma emoção que me descontrola completamente, sinto-me em perigo, angustiado, desesperado, transformo-me em irracional, intransigente, violento inclusive. São todos os sinais de um antigo trauma, de uma emoção bloqueada por uma vivência dramática da minha infância que ainda não digeri. Toda educação grava, senão a ferro e fogo, suas leis, mas sim com culpa e ameaça do pior, a submissão aos seus mandatos. Aproximar-nos de quem levantou o jugo destes mandatos produz pânico.

Represento este descontrole, e deixo levar-me para trás na minha vida por ele. Até chegar a um lugar do meu passado. Aí, espero, deixo que o lento movimento da cura apodere-se de mim, até que o descontrole deite-se no chão, rendido, ausente, acabado.

Penso, novamente, na última situação que provocou esse descontrole emocional, e percebo que já não me afeta, estou tranquilo, posso escutar os outros e conversar com calma.

Ás vezes, minha convicção é uma verdadeira obsessão. Não me deixa liberdade. Sinto-me preso, possuído, não consigo raciocinar.

Toda obsessão é uma chamada sistêmica de uma intrincação com um ancestral. Um ancestral que não acaba de encontrar a paz por uma culpa que não pôde assumir em sua vida.

A cura virá com o próximo exercício:

Imagine um lugar para você, outro para sua “obsessão” e outro para o ancestral. Coloque-se, alternativamente, em cada um e deixe-se movimentar, muito lentamente, sem saber o que quer de você o movimento. Deixe-lo atuar. Decorrido um tempo, a obsessão terá ido com o ancestral, e o ancestral terá se retirado. Você, então, conscientemente, honra o ancestral e agradece-lhe a vida que lhe vem dele.

A sistêmica observa que, quando em uma estrutura os de em cima estão enfrentados, porém, não o assumem, os de embaixo vivem uma guerra aberta entre si. Por exemplo, quando em uma família os pais reprimem seu ódio recíproco, os filhos estarão divididos em dois grupos que se odeiam, sem saber por que. O mesmo acontece em uma organização. Se dois mandos ocultam seu enfrentamento, os subalternos estarão em confrontação continua e imotivada. No momento em que, os “grandes” do sistema, pais ou mandos, se comunicam e expressam seu enfrentamento, os “pequenos” se acalmam.

Então, agora posso realizar um exercício mais, a serviço da paz no mundo:

Escolho quais duas pessoas, dois países ou dois sistemas representam hoje para mim os líderes das posturas mais enfrentadas no mundo. Coloco um em minha mão esquerda e outro em minha mão direita.  Vou olhando-los e sentindo-los.

Honro e agradeço cada um por ser como é.

Agora, faço que as duas palmas se olhem. Os dois poderosos se olhem.

Muito lentamente, aproximo as duas mãos. Até que se toquem e se fusionem os dois opostos.

Com muitíssimo respeito, sinto a transformação em minhas mãos.

Aproximo-as do meu peito

E tomo em meu coração os dois poderosos fusionados.

Brigitte Champetier de Ribes

Publicado em "La revista Espacio Humano" em Março 2014