Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier de Ribes / Brasil

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Mística natural

Revista Hellinger, dezembro 2008
Conferência do 05.09.2008 em Hamburgo

Fico muito feliz em poder estar aqui e compartilhar com os senhores e as senhoras as experiências sobre o assunto da mística, uma mística definida aqui como mística natural. Muitos relacionam a palavra "mística" com imagens religiosas e concepções específicas referente a Deus. Portanto, estou aqui para lhes falar da mística natural.

Estamos, para realizar esta conferência, na casa Rudolf Steiner. Rudolf Steiner era um místico natural. Isto é: estava sintonizado com um movimento amplo pelo qual se deixava guiar e do qual lhe vinham compreensões que chegavam muito mais longe do que se conhecia, as quais ainda atuam hoje em dia. Mesmo sendo um místico, sem duvida, não falava sobre teosofia e menos ainda sobre teologia, senão sobre antroposofia: a sabedoria do homem. Porque no homem tal como é, se desvela o sumo que o ser humano pode experimentar no mais profundo dele mesmo.

O primeiro Atuante

Como cheguei a esta primeira imagem da mística natural? Há dois anos, estive muito doente. Naqueles dias, li um livro sobre o Mestre Eckhart, porém não era um livro de misticismo. O autor era um filósofo e, na sua obra, demonstrava que o Mestre Eckhart era essencialmente um filósofo e que suas experiências místicas estavam relacionadas com compreensões filosóficas. Na época na qual ele exercia de “magíster” em Paris, foram conhecidas as primeiras traduções de Aristóteles, feitas por um tal Averroes, de origem árabe, quem havia escrito um longo comentário em árabe sobre a obra completa de Aristóteles, comentário posteriormente traduzido em latim e publicado. Tudo isto era contado em uma única página do livro sobre o Mestre Eckart. Tudo o que Aristóteles havia dito estava ali, resumido em uma página. Para mim foi sobrecolhedor.

Estamos agora em plena mística natural e desejo descrever-lhe as sucessivas etapas que levaram desde o movimento interior até a mística natural. Aristóteles observou que tudo o que existia estava dentro de um movimento. Ele concluiu que devia existir uma força da qual todo movimento é gerado. Chamava esta força "o primeiro atuante". Porém, que significa isto? O que movimenta este atuante? Por acaso, existe algo anterior a ele, que ele possa movimentar? E especialmente, como aparece o movimento de tudo o que existe? O movimento é gerado pelo pensar de um espírito. Aristóteles o chamava "noûs". "Noûs" é mais do que nossa palavra "espírito", é ao mesmo tempo inteligência e espírito, as duas coisas unidas.

Esta força espiritual que tudo movimenta, deve ser uma força intelectual porque movimenta tudo de um modo inteligente em todos os aspectos e relacionado com todo o resto, de uma forma coerente. Aristóteles concluiu: este espírito pensa e o que pensa, é.

Tudo o que pensa, assim como o pensa e na medida na qual o pensa, começa a existir, tudo. Não existe nada, dentro do que é e que se movimente, que não seja pensado por esta força espiritual.