Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier de Ribes / Brasil

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"Eu escolho a vida" a cada hora em ponto

Convidamos você, a cada hora, a criar uma nova vibração ao redor do mundo, dizendo “EU ESCOLHO A VIDA” junto com milhares de pessoas. Todos juntos a serviço da vida.












O dia da mulher

Todo o universo está constituído de polaridades que quando se integram formam um fenómeno completo e originam um salto quântico; algo novo se formará e incluirá o anteriormente mencionado em uma frequência superior.

O feminino e o masculino não tem sentido em si, nem sentido nem força, senão que são as duas partes de uma entidade superior, o ser humano.

Podemos observá-lo tanto no nível social como no nível biológico.

No nível social, a metade dos seres humanos é de um género, a outra metade, do outro. Estas duas polaridades precisam uma da outra e complementam uma à outra.

Cada sexo precisa viver sua identidade para oferecê-la com toda sua riqueza e especificidade ao sexo contrário, já seja no casal, no trabalho, na amizade. Quando se juntam, cada sexo ressoa com o outro e se transforma integrando inconscientemente as diferenças.

Estar alternativamente juntos e separados, os homens e as mulheres, desde o respeito à diferença, permite que a essência de cada pessoa se amplie e alcance um nível superior de humanização.

Um fenómeno completo é o resultado da reconciliação ou fusão de duas polaridades. Todo excesso de uma polaridade cria a polaridade contrária para que seja possível retornar à harmonia. Em constelações, já sabemos que a força da compensação entre dar e receber está continuamente em ação para equilibrar as diferenças.

As mulheres e os homens separadamente não têm força; a agitação ou a violência são os substitutos da força. E na medida em que estas duas polaridades se excluem mutuamente, na medida em que os homens e as mulheres temem uns aos outros ou lutam em rivalidade de poder, perdem sua energia. As polaridades que se excluem perdem sua autonomia e sua força. Já que sua energia foi entregue ao conflito que mantém o enfrentamento entre os dois opostos, os indivíduos de cada grupo estarão totalmente manipulados por grandes poderes ocultos.

Nossa força deriva da decisão de viver nossa autonomia adulta, sem entregar nosso poder a ninguém, a nenhuma pressão coletiva, integrando o outro como diferente e tão pertencente como nós.

A maior força deriva da reconciliação entre os polos mais opostos. E o mais oposto na vida é um homem e uma mulher, o mais difícil de compreender para um homem é uma mulher, e o mais difícil de compreender para uma mulher é um homem. Quando a mulher respeite o homem e lhe agradeça ser exatamente como é e o homem respeite a mulher e lhe agradeça ser como é, esta mulher e este homem serão pessoas completas que irradiarão paz, força e alegria de viver.

No aspecto biológico, cada hemisfério cerebral recolhe uma polaridade humana: o hemisfério esquerdo contém o masculino ou paterno, o presente, o temporal e o pensamento lógico; o hemisfério direito, o feminino ou materno, o passado, o espacial, a visão global e a percepção das intenções. A maior e mais criativa atividade cerebral desenvolve-se quando harmonizamos os dois hemisférios cerebrais, especialmente na meditação ou quando vivemos no amor. Isto significa que nesse momento fusionamos internamente nossa parte masculina com nossa parte feminina.

Um homem e uma mulher se fusionam engendrando uma criatura que estará formada pelos cromossomas de cada um dos seus pais. Para que esta pessoa se sinta bem consigo mesma precisa amar igualmente seus progenitores já que está feita deles, conhecendo-os ou não.

Dirige, em cruzado, todo o lado direito do corpo.

Dirige, em cruzado, todo o lado esquerdo do corpo.

Amar a mãe e o pai igualmente, ter agradecimento e respeito pelos dois da mesma forma, independentemente do que tenha acontecido, permite-nos sintonizar com nossa vida e com o mundo. A condição para termos autoestima e sermos capazes de nos realizar é ver da mesma maneira nosso pai e nossa mãe, vendo ambos como uma unidade. É a condição para viver plenamente nossa vida, sejamos homens ou mulheres.

O ser humano é masculino e feminino desde o início. Sua humanidade atingirá o ponto máximo quando se fusione com sua parte feminina e sua parte masculina, seja homem ou mulher.

Surpreendentemente, podemos observar hoje que alguns homens não sabem muito bem o que fazer com sua parte masculina nem como assumi-la sem ser criticados, e que algumas mulheres se sentem incômodas com sua parte feminina, isso quando não a rejeitam totalmente.

O dia da mulher nos solidariza com o calvário que muitas mulheres de todos os lugares do mundo sofrem ao longo de suas vidas, pelo motivo de ser mulher.

Precisam do nosso olhar de amor para sua dor e agradecimento pela sua sobrevivência e participação no projeto global da vida. Precisam, também, que rompamos a dinâmica de exclusão na qual estão presas; precisam que incluamos todos, mulheres e homens, nesse olhar de amor, se desejamos que nossa solidariedade tenha uma ressonância efetiva.

 O século XX permitiu mostrar publicamente as condições de vida extremadamente duras de muitas mulheres no mundo. A invisibilidade da mulher terminou, e com isso a invisibilidade do trato vexatório e das torturas exercidas com total impunidade em nome da ordem social e religiosa.

O movimento de consciência e de transformação já tem marcos esperançosos. Como podemos observar nos grupos de avós que percorrem a África negra para transmitir sua renúncia de ser o instrumento da mutilação sexual de suas netas em defesa do desenvolvimento da nova sociedade africana.

No Ocidente, podemos ver um movimento nascido durante a segunda metade do século XX, fruto do feminismo de finais do século XIX, das tomas de consciência e transformações posteriores às duas guerras mundiais e da explosão social e emocional surgida a partir de 1968. Talvez, por primeira vez na humanidade, estamos vivendo um movimento, silencioso, profundo, muito estendido e em plena expansão, de reconhecimento mútuo entre homens e mulheres, no qual nos olhamos de igual para igual com respeito e amor.

Também, existem movimentos barulhentos de rancor, vitimismos, manipulação e rivalidade de poder. Tudo está bem, cada pessoa está na etapa que corresponde á ela e ao seu sistema familiar, á ela e ao coletivo ao qual pertence. Todos em evolução.

Podemos escolher.

Podemos ir para menos subtraindo, vivendo “ser mulher” como exclusão do masculino ou ir para mais somando, vivendo “ser mulher” em comunidade de destino com “ser homem”.

O dia da mulher é o dia da mulher e do homem, o dia da humanidade.

Brigitte Champetier de Ribes
5 de março de 2018.