Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier de Ribes

O destino coletivo

Este exercício se baseia em um tema fundamental para a formação: “Existe ou não a liberdade ou o livre arbítrio do ser humano”. Se você quiser se aprofundar neste assunto, eu te sugiro assistir à videoconferência “Que liberdade nós temos? Existe o livre arbítrio? " nos dias 5 e 6 de novembro de 2021.

O Destino Coletivo é atravessado por um poderoso movimento de evolução. É a consciência e o amor em crescimento que vão lentamente se movendo em direção a mais consciência e mais amor.

Nosso destino individual está totalmente a serviço do Destino Coletivo. Este último pode ser uma prisão ou uma bênção.

Segundo Nassim Haramein, quatro forças dirigem o universo: a força gravitacional (que une todos os elementos), a força eletromagnética que é ondulatória, e também uma força forte e uma força fraca (as duas últimas ainda não identificadas, mas sim experimentadas).

Do ponto de vista sistêmico, vemos como o Destino Coletivo é conduzido por grandes campos e forças.

Essencialmente trata-se, por um lado, dos campos morfogenéticos (sistemas familiares, de país, de religião etc.) e os campos de ressonância mórfica (1), campos que produzem a dinâmica "Você como nós". Esses campos são compostos pela soma dos comportamentos individuais. Os indivíduos os criaram e somente os indivíduos poderão transformá-los.

Por outro lado, temos a presença das Forças do Amor que provocam o “Você por nós” arcaico e o “Você por você” adulto. Seu movimento vem da necessidade de todos os sistemas vivos restabelecerem continuamente a homogeneidade de seu fluxo de energia, um processo que chamamos de homeodinamismo. As grandes leis do amor que foram infringidas provocam contínuos movimentos de compensação. (2) Graças a esses movimentos, a mudança é permanente, dando espaço para novas compreensões para aquele que se dispõe a abrir sua consciência.

À medida que a consciência surge graças à evolução, essas forças e campos são cada vez menos cegos e mais “amorosos”, respondendo “quanticamente” (imediatamente) de forma mais individualizada, às pessoas que se rendem consciente e amorosamente ao campo ou força coletiva que lhes coube.

Podemos imaginar a evolução da humanidade como um grande rio de amor e consciência em gestação, buscando o nascimento, buscando o caminho para o mar do amor realizado em ação e da consciência expandida.

Estamos todos submersos nesse rio e cada um tomado por uma ou várias das correntes que conduzem o fluir deste rio. Cada campo ou corrente pode ser vivido a partir de uma compensação arcaica ou de uma compensação adulta, ou seja, de uma vibração de perdedor ou vítima ou de uma vibração de gratidão.

Enquanto não temos consciência e lutamos contra a corrente, apenas criamos desordem, redemoinhos e obstáculos no fluxo desta corrente. Mas a corrente é inevitável e necessária.

Quando a gente aceita e começa a nadar com a corrente, a vida se torna uma bênção tanto para si mesmo quanto para os seguintes, pois está ajudando a corrente a alcançar seu objetivo com mais facilidade.

Um exemplo: o campo (ou corrente) das guerras. A quem lhe cabe terá vivido a primeira parte da sua vida com a memória do passado, como vítima ou perpetrador. A partir do momento em que se torna adulto, recebe a missão da reconciliação. E esse campo de guerra se transforma na corrente ou campo da reconciliação.

Neste exercício, proponho tomar consciência de qual corrente ou correntes cabem a vocês.

Eu selecionei os campos mais frequentes (você pode ter consciência de mais alguns):

  • O campo morfogenético do sistema familiar
  • O campo morfogenético do país
  • O campo morfogenético da religião
  • O campo morfogenético da política
  • O campo morfogenético étnico
  • O campo morfogenético de crenças
  • O campo morfogenético do passado histórico
  • O campo morfogenético das guerras
  • O campo morfogenético da sexualidade (podem ser campos diferentes, como o da identidade, do abuso etc.)
  • O campo morfogenético da evolução
  • O campo morfogenético do serviço

Coloque os nomes desses campos em diferentes pedaços de papel. Coloque-os no chão, depois aproxime-se de cada um ou fique em cima de cada um, para sentir qual deles te atrai, te aprisiona ou te faz perder as forças. Pode ser mais de um. Você pode ler os nomes dos pedaços de papel antes de ficar diante cada um.

A próxima etapa será assimilar e render-se a esta nova informação, para posteriormente fazer o seguinte movimento com cada um dos campos que couberam a você:

Você diante do Campo do Destino Coletivo que te cabe.

Dois espaços, um para você e outro para o campo que mais te aprisiona.

Você entrará em cada espaço para compreender o que coube a você. Assim você compreenderá melhor o que a vida lhe pediu ao longo de todos esses anos.

Então você vai assentindo, honrando e agradecendo o que cabe a você, agradecendo o lugar que o universo te entregou para participar na evolução da humanidade.

Até você notar uma mudança profunda.


Notas:

(1) Os campos morfogenéticos (ou hologramas) oferecem um mapa de desenvolvimento que cada indivíduo seguirá instintivamente ou a partir do adulto e os campos de ressonância mórfica são "nuvens" de memória de comportamentos pontoais.

(2) Trata-se das Forças do Amor: o assentimento a tudo como é, o respeito da hierarquia natural, o pertencimento de todos por igual e o equilíbrio entre dar e receber.