Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier de Ribes / Brasil

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"Eu escolho a vida" a cada hora em ponto

Convidamos você, a cada hora, a criar uma nova vibração ao redor do mundo, dizendo “EU ESCOLHO A VIDA” junto com milhares de pessoas. Todos juntos a serviço da vida.












A "Benevolência" para todos nos torna felizes

Revista Hellinger, Março 2006..

A Grande Felicidade

Quando falo destas minhas tomas de consciência e também das conclusões que isto implica, aborreço muito os moralistas.

Novamente, isto diz muito da outra consciência. Esta consciência que nos une ao nosso grupo e nos separa de outros.

Pior ainda, torna-nos inimigos dos outros grupos.

Todas estas hostilidades alimentam-se da boa consciência.

Este desejo de aniquilamento se manifesta se for o caso para alguns deles, tendo boa consciência.

Isto não os torna felizes, podemos observá-lo. Porém, talvez possamos reconhecer mais claramente o que significa finalmente a grande felicidade.

A realização da Felicidade

O tema era que faz os homens felizes. Entretanto, que acontece com as coisas difíceis que as personas devem superar? Para responder a isto, há um poema de Rilke nos Sonetos a Orfeu, referente à reclamação.

O poema diz:

Somente no espaço da celebração

cabe a reclamação,

a ninfa da chorada fonte,

aquela que zela sobre nosso abatimento,

para que se esclareça diante da mesma roca

que sustém pórticos e altares.

Olhe, ao lado dos seus ombros calados alvorecer

a luz de um sentimento: que ela é a mais jovem

entre suas irmãs de alma.

O júbilo conhece, a saudade confessa,

Somente a reclamação aprende ainda; com mãos de menina

conta noites inteiras o antigo mal.

Mas de repente, de través, torpemente,

uma constelação de nossa voz sobe

até o céu, sem que seu alento se embace.

E, de repente, a reclamação torna-se feliz.

Conhecem a reclamação ou a acusação? Ou bem as censuras com as quais passam noites recapitulando todas as coisas ruins do passado.?

Evidentemente, é a receita para se tornarem infelizes.

Aqui, gostaria de especificar algumas coisas para exercitar-nos em liberar o caminho da grande felicidade.

A felicidade tem relação com a evolução interior. Quanto mais crescemos interiormente, mais colmados nos sentimos. Existe uma leve felicidade que é contentamento e alegria. É uma felicidade bonita. E existe uma felicidade tranquila que está simplesmente em ressonância. Esta felicidade tem força e não se detém nunca. Não está em perigo.

Para mim, o importante é que o crescimento exige duas coisas: em primeiro lugar o alimento e depois a resistência.

Todo crescimento afirma-se diante da resistência. A árvore mais velha do mundo está na Califórnia, no alto de uma montanha completamente hirsuta, em mal estado e tem três mil quinhentos anos. Qual das árvores felizes pode comparar-se com ela no que a força se refere?

Em nosso culto ao bem-estar, imaginamo-nos geralmente que devemos ser alimentados, alimentados e mais alimentados. Recebemos, recebemos, recebemos e então somos felizes.

Depois estará o que nós pensamos que deveria ser:

Que é uma boa infância?

Que são uns bons pais?

Dão, dão e dão mais. Isto é o que chamamos bons pais. É a imagem ideal. Maldição se não deram bastante. Por isso agora tenho problemas. É por culpa deles.

Depois, comporei canções de reclamação contra meus pais, que cantarei durante toda minha vida. Que acontece nesse momento? Na realidade, tudo o que me acontecer, seja o que for que tiver acontecido, é uma oportunidade para ser mais forte e crescer – eu digo sim a tudo isso -.

No momento em que estou de acordo com isso, tudo é bom. É graças a essa aprovação que se transforma em bom e se transforma em força. Se persistir na negação ou se reclamar, perdê-lo-ei. Cada ser humano de quem reclamo está perdido para mim. Se reclamar dos meus pais, perdê-los-ei. Que miséria de vida então, totalmente miserável!

Fechem os olhos. Este é um exercício para ser feliz.

Agora, olhem para sua mãe e para seu pai tal como são, exatamente tal como são. Alegram-se de vê-los exatamente tal como são. E digam-lhes: "Sim", tal como são e "Obrigado" por tudo. Pode ser que algumas coisas foram diferentes do que desejamos. Olhem para aquilo que foi difícil ou doloroso. E diga-lhe: "Sim, tomo em meu coração todas essas coisas, tal como aconteceram, e farei algo com isso. Isto me permitiu crescer. Obrigado".

Assim, atravessaremos nossa vida começando pela primeira infância e olharemos para tudo aquilo do qual queríamos nos livrar, por exemplo, uma doença ou uma pessoa e digamos-lhe: "tomo-o em meu coração tal como é. Você me permite crescer. Mostrou-me e deu-me algo importante".

Depois olhamos para aquilo do que queremos livrar-nos, como por exemplo: uma culpa que temos, e digamos-lhe: "Sim, faz parte de mim; de você tiro uma força especial e uma suavidade especial. Tem direito a ficar comigo".

Mas de repente, de través, torpemente,

uma constelação de nossa voz sobe

até o céu, sem que seu alento se embace.

Muitas pessoas querem ser perfeitas como Deus, querem ser como Deus.

Um anjo realmente desejou isso um dia. E sabem no que se transformou? Em um demônio...

Vibrar ao uníssono

Às vezes, podemos ajudar alguém com uma simples frase. Como é possível fazer isso?

Explicar-lhes-ei e poderão sentir de que maneira é possível chegar a isso. Eu utilizo uma imagem.

Imaginem que trabalho com um casal. O homem está de um lado e a mulher do outro.

Ambos têm a mesma oscilação vibratória na sua própria altura. Cada um tem sua própria tonalidade. Mesmo que tenham uma ressonância diferente, oscilam juntos. É uma relação em harmonia.

No entanto, fazendo isto, algo acontece na alma. Se ficarem unicamente ficarem nesse nível, não bastará. Cada um simultaneamente passará para as harmônicas agudas da sua nota. Quanto mais alto subirem, mais se parecerão. É neste nível espiritual, onde podem vibrar ao uníssono.

Por que contei isto?

Primeiramente porque nos faz felizes poder compartilhar a vibração do outro nesta experiência.

Quando alguém se aproxima de mim e me pede ajuda, relacionada com um problema, primeiro entro em vibração com ele e me harmonizo com sua nota. No entanto, não é a mesma nota, senão uma nota com harmônicas superiores onde, de repente, vibramos ao uníssono. Assim, entrará em jogo algo espiritual.

Nesta vibração comum, ás vezes, para encontrar a solução, percebemos de que se trata com a velocidade de um raio. Frequentemente, não é mais que uma frase, ás vezes somente uma palavra. É tudo que precisamos nesse momento.

Esta maneira de ajudar alguém, de ajudá-lo em sua vida, é o extremo condensado deste trabalho.

Está cheio de benevolência e de respeito, sem necessidade de manter uma relação.

Cada pessoa continuará totalmente em si própria, em seu campo. E, no entanto, vibraremos juntos por um momento.

Depois poderei retirar-me. Isso somente pode ser feito com a benevolência.

Então é uma conquista.

O passado visto com um novo enfoque

Hellinger dirigindo-se ao grupo: ao meu lado há duas irmãs. Uma delas disse-me que seu avô morreu intoxicado por gás. Estava em uma clínica psiquiátrica e aparentemente morreu depois de um programa de eutanásia.

Hellinger para as irmãs: fechem as duas os olhos. Imaginem seu avô.

Quando me coloco nessa vibração, imagino que há uma força que o rodea com muito amor, com um amor muito especial. E nesse momento, seu rosto se ilumina.

Hellinger: (Quando o rosto das irmãs também se transformou) - Exatamente!

Agora tenho que continuar um pouco mais. Ao seu lado estão seus assassinos, todos aqueles que foram corresponsáveis, rodeados também do mesmo amor. E seus rostos (os deles) também se iluminam.

Hellinger: (para uma das irmãs que ainda está lutando consigo mesma):

E quando seu rosto se iluminará?

(Depois de um tempo): deixe o argumento no qual está escrito: "avô".

(Novamente depois de um tempo):

Posteriormente, vire-se interiormente de todo o passado, e torne-se pequena.

Hellinger: para o grupo: serviu-se desse passado para colocar-se por cima, para colocar-se na posição de "grande".

Para essa irmã: não está à altura, não é para você.

A felicidade fica com os pequenos.

Hellinger: (quando seu rosto começa também a iluminar-se): acho que posso parar por aqui. De acordo?

(as irmãs assentem com um movimento de cabeça).

Hellinger: para o grupo: Agora o avô estará contente. Sorte!

Hellinger: para o grupo: que acabo de fazer?

Coloquei-me na vibração do avô. Como querem que se sinta bem se elas se comportam assim? Coitado do avô! Aqui há algo claro.

Enquanto olhemos unicamente estas relações: você e eu, e nossa família; aquilo que é decisivo fugirá da nossa visão. Devemos olhar além, para algo Maior, que provoca o que é decisivo detrás de tudo. E assim ninguém irá mal. E ninguém irá melhor ou menos bem. Como é possível?

Nesta área, nossas distinções morais de culpabilidade e de inocência não jogam nenhum papel. E como isso acontece? Tudo o que acontece, o bom e o mal, vem do mesmo movimento. De onde poderia vir se não? É impossível imaginar.

Neste movimento, tudo é justo e tudo é importante exatamente como foi. Ninguém foi melhor ou menos bom.

Nenhum destino foi mais fácil ou mais difícil. Todos eram parecidos. Isso é uma atitude religiosa. Não é uma crença. É simplesmente uma atitude cheia de respeito perante algo inalcançável.

Somente então, adquirimos a força necessária para terminar algo que ficou por fazer, e estar a serviço da vida durante o tempo que nos reste.

A criança ferida

Hellinger para o grupo: hoje de manhã falei algo respeito ao sentimento fundamental.

Hellinger: para o homem que está sentado ao seu lado: aonde se situa seu sentimento fundamental?

A menos cinquenta. Consegue sentir como é justo neste momento? Não são julgamentos. Somente é uma indicação. Existem muitas pessoas que faltam em sua alma, que não têm lugar nela.

Fechem os olhos.

(O rosto do homem transforma-se no rosto de uma criança desesperada).

Hellinger: para o homem: fique como está.

Hellinger: para o grupo: quando olhamos para seu rosto, vemos o rosto de uma criança de uns quatro anos. Nesse momento, aconteceu algo grave para a criança. A criança estava totalmente desesperada.

Hellinger: para o homem: fique exatamente assim.

Hellinger: para o grupo: farei um exercício com ele e vocês também podem fazê-lo ao mesmo tempo.

Simplesmente contarei uma história.

Alguém pensa: de novo o fim de semana, que dia lindo! Hoje me presentearei algo bonito. Sai de casa e sente o ar fresco. O sol brilha e vai passear pelos campos de espigas maduras, atravessa uma ponte, continua passeando e chega ao linde de um bosque.

Penetra no bosque sombrio, abre-se caminho através de espessos matagais e chega a uma clareira.

Deita-se na grama, olha para o céu, observa as ramas das árvores balançando-se com o vento, escuta o gorjeio dos pássaros, ouve o respingo de um riacho próximo.

Depois fecha os olhos, adormece e começa a sonhar.

No sonho, retorna a sua infância, vê-se quando criança, vê tudo o que aconteceu com essa criança e sente compaixão por ela. Dorme e sonha durante muito tempo.

Depois acorda, esfrega os olhos, se senta, olha para frente dele e vê ao longe uma criança.

Ao olhar mais de perto, reconhece que é ele mesmo de criança. E que essa criança tem medo dele como adulto. Não se atreve a se aproximar.

O adulto espera prudentemente, sem se mexer, para que a criança possa pouco a pouco confiar nele. Decorrido um instante, a criança se aproxima lentamente. Ele olha-a e vê que está ferida gravemente. Espera um pouco mais e depois, chora com a criança. A criança começa a sentir-se confiada e o adulto segura delicadamente seus braços.

Olha nos seus olhos, acaricia suavemente suas feridas, leva-a para o riacho e lava as feridas com água clara. A criança sente-se melhor. Então, ele a levanta, a abraça e volta com ela à clareira do bosque.

De repente, a criança começa a falar com ele. Diz-lhe o que deseja oferecer-lhe, algo parecido aos frutos de tudo o que sofreu. O adulto pega aquilo que a criança lhe dá, o que é pequeno e o que é grande.

Depois vê que a criança está cansada e deixa-a suavemente na grama. A criança fecha os olhos e ele percebe que agora a criança deseja morrer.

Espera até que tudo acabe e olha para ela novamente com amor: "Obrigado por tudo. Guardá-lo-ei em meu coração e farei algo lindo com isso, em sua lembrança".

Lentamente, vira-se e deixa a criança em paz. Abre-se de novo caminho através da maleza, sai do bosque, encontra-se em um espaço livre, dá alguns passos e chega a um cruzamento.

Sente aonde o leva o caminho e dá o próximo passo.

(Passado um instante) Hellinger para o homem: agora a criança lhe sorri.

Hellinger: para o homem: Pararei por aqui.

As coisas continuarão realizando-se em sua alma.