Instituto de Constelações Familiares Brigitte Champetier de Ribes / Brasil

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"Eu escolho a vida" a cada hora em ponto

Convidamos você, a cada hora, a criar uma nova vibração ao redor do mundo, dizendo “EU ESCOLHO A VIDA” junto com milhares de pessoas. Todos juntos a serviço da vida.












As constelações familiares mediais II, Maio 2013, Alemanha

As frases perigosas

Sobre transplantes

Desejo acrescentar algo sobre os transplantes dos órgãos. O doador continuará vivendo na outra pessoa. A outra pessoa ainda terá sua própria vida? Ou terá, a partir desse momento, a vida do doador? Será ela mesma? Tudo isso devemos considerá-lo.

Um transplante de órgãos é o resultado de um assassinato. E no assassinato participam quatro pessoas. Aquele que acede aos transplantes de órgãos com assentimento ao transplante dirige-se a uma morte precoce. Com esse ato mata-se a si mesmo. Todos os participantes que assentem e todos os participantes de sua família participam neste assassinato. Posteriormente, os médicos. Posteriormente, quem o recebe. Assim dispõe-se que alguém deveria morrer por ele.

Devemos esclarecer claramente o que realmente acontece aqui. E então que acontece depois da morte? Estas intervenções de vida e morte para mim são terríveis. Para mim é um assassinato, nada mais. E um negócio, ok?

As constelações familiares mediais

Mulher: Ontem tentei investigar qual é a diferença entre as constelações familiares mediais e as constelações anteriores. E então percebi que sempre achei o trabalho de constelações um trabalho medial. Ontem ficou muito claro levar o morto para seus pais e que ele estava muito abalado, observamos pelo representante o que estava acontecendo. Essa intensidade era nova para mim. Porém, que sempre estive em contato com esses campos invisíveis do espírito e que todos somos médiuns, foi o que entendi ontem.

Hellinger: Exato, falou-me do coração. Sempre foi medial. A pergunta é: Estivemos abertos para isso?

E o que interferia com o medial era a psicoterapia. Nós utilizávamos o trabalho como um método psicoterapêutico e, em vez de seguir esse movimento, o utilizávamos. Utilizávamos o movimento para nós e posteriormente nos sentíamos muito orgulhosos do sucesso. E não havia motivo para isso. Então a questão é: Isso realmente ajudou as outras pessoas? Quando nos desviamos do medial, quando nos desviamos do respeito, da honra para essas forças. Enfim, como já disse, você falou desde o coração.

Agora continuaremos medialmente. Onde começa uma constelação familiar medial? Começa quando escolhemos alguém. Por esse motivo pergunto quem desejaria fazer algo conosco? Então muitos levantarão a mão. Então deverei proceder de forma medial. Ontem, no último trabalho, eu escolhi esse homem em particular quem posteriormente implementou tantas coisas para muitos de nós. Isso foi medial. Eu somente sabia “devo escolhê-lo”. E não sabia explicar o motivo. E isso é o que também farei agora.

Quem desejaria trabalhar com Sophie e comigo desta forma? Levantem a mão e eu escolherei alguém. Eu não conheço ninguém aqui. Sou levado por outra força. E agora olhem quando alguém se aproximar e falar: por favor, faça uma constelação comigo. Se eu aceder a isso, continuarei em conexão com outras forças?

Chega uma mulher.

Hellinger: Feche os olhos. Dar-lhe-ei uma frase. E diga-la interiormente. Não tenho nem ideia do que possa significar. A frase é: “eu rio”.

Hellinger: Sabem que estas frases são para todos. Sintam isso em vocês. Que acontece quando expressam esta frase? Que se coloca em ordem?

Hellinger: De que se trata?

Mulher: Desejaria ver minha relação com os homens.

Hellinger: Não há relação alguma. Observaram sua risada? E paro por aqui.

Fechem os olhos.

Sintamos em que situações nós comportamo-nos de maneira similar. Quando rimos de algo que é sagrado? E como podemos superar esta risada tão estranha? A palavra é: sim.

Ok.

Agora me perguntei a mim mesmo: se conseguirmos este exercício, como estará nosso relacionamento de casal?

As expectativas da mãe para nós

Fechem os olhos.

Olhamos para nossa mãe e olhamos para uma expectativa que ela tem sobre nós e lhe dizemos: Finalmente “não”. Giramo-nos e enfocamo-nos a papai e a nossa vida. Ok.

As frases perigosas

Este é um curso de treinamento no qual aprendemos algo para nós e, por outra parte, com as pessoas com as quais nos identificamos, com as pessoas que esperam algo de nós. Existem duas frases que colocam em perigo a vida. Uma frase é: você por mim. E esta frase provém espacialmente da mãe. A resposta a esta frase é: eu por você. E esta frase significa exatamente sem expressá-lo claramente: eu morro por você.

E esta frase “eu morro por você” é dita por muitas crianças interiormente sem que a mãe expresse “você por mim”. Isto é, a resposta “eu por você” nem sequer é uma resposta. É uma frase interna com a ideia de que nós podemos salvar nossa mãe. Então a questão é: Como posso salvá-la? Que devo fazer para consegui-lo? Que devo assumir no seu lugar? E onde me encontro então? Fazemo-nos todo-poderosos, como um mestre, um mestre com poder sobre sua vida e sua morte, e colocamo-nos por cima de Deus. Já que podemos persuadi-lo de que podemos salvar a mamãe. Podemos persuadi-lo ocasionando algo a nós mesmos. E esta frase: “eu por você” é a frase fundamental da religião ocidental e a frase fundamental de todo caminho espiritual.

E onde está então o verdadeiro Deus?

Fechem os olhos.

Revisemos em nós como através de palavras ou através de nossa atitude falamos esta frase para nossa mãe. E, ao contrário, como falamos esta frase para um filho. Interiormente com todas suas consequências. Por exemplo, esperando sua morte, sob o manto da preocupação pela mesma. Qual é a frase de solução que podemos falar para um filho ou também para um parceiro? A frase provém do fundo da terra e de lá chega ao coração e aos nossos olhos que se iluminam, e a frase é: eu fico na vida, na vida íntegra, completa.

Como se sentem com isto? Na aplicação prática eu imagino: que digo para mim mesma quando subo no carro antes de partir? “fico na vida”. E que faço com minha moto? E que faço diante de um esporte arriscado, por exemplo, escalar, ou salto de ski. Que faço quando me é transmitido algo arriscado, quando todos estão esperando que aconteça uma desgraça? Apago-o. A frase interna curadora para estas situações será: “mamãe, eu fico”. E qual é a frase com a qual transmito alegria para os filhos? “Eu fico”.  Que diz a mulher para o homem e o homem para a mulher? “Eu fico".

Bom, a bíblia de constelações mediais somente tem 3 palavras e essas são suficientes para o céu na terra.

Centrar-se

As Constelações Familiares é um movimento místico, e misticismo significa que entramos em consonância com algo infinito. Acrescentarei algo mais. O infinito não é uma coisa, não é um resultado e não tem existência, está além de todo ser. E que é além de todo ser? O nada. Somente o nada é infinito.

Portanto, em constelações familiares eu dirijo-me ao nada. Não me dirijo a uma coisa. E do nada provém o sinal decisivo. E é o que mostro quando alguém se aproxima e não lhe pergunto: somente me centro. Além de tudo o que é e posteriormente do nada chega um sinal, uma indicação sem que possa compreendê-la. Então direi isso e aí terá seu efeito, isto é um processo místico e é estranho que minha compreensão crucial não seja compreendida.

Se bem frequentemente falo sobre ela, não é compreendida, somente pode ser compreendida através de um caminho místico. De repente, esta compreensão crucial fala algo. Fala sobre o inferno da consciência. Expressa algo sobre o inferno da consciência. Todas as guerras, todos os conflitos e assassinatos são efeitos da consciência. Eu aqui somente o relato em forma breve para compreender o que tratamos aqui.

Fechem os olhos.

E agora soltemos, soltemo-nos de nós, soltemo-nos de nossas famílias, de nossos mal-estares, dos nossos objetivos e em certo sentido de nossa vida. Soltemo-nos de nossa vida e cheguemos a um silêncio, um silêncio infinito, vazio de tudo, como se tivéssemos partido, como se nos tivéssemos afastado de nossa vida aqui, para um vazio infinito. E desde esse vazio escutaremos uma palavra, e esta palavra nos levará a outra amplitude, e esta palavra será: sim.

Novos livros

Podemos continuar? Escrevi uns livros novos. Irei apresentá-los brevemente.

Um chama-se “Caminos hacia una nueva amplitude”. Trata-se das Constelações Mediais. O livro é totalmente novo e somente está em alemão. Tem uma apresentação muito bonita.

Outro livro sobre do qual prefiro manter silêncio porque quero salvar minha vida. O nome do livro: “Las iglesias y su dios”. Está em inglês e brevemente em italiano e também estará em russo. Acredito que brevemente. Somente desejo mostrá-lo. É necessário um valor especial para lê-lo. Também será bom que considerem isso, porque cada pessoa deve tomá-lo de maneira pessoal. Na realidade, com esta apresentação já está dito tudo.

E, em breve, aparecerá um livro meu novo que levará a uma nova dimensão de constelações familiares. Por quê? Porque aterrizo no chão. Porque lá me dedico ás crianças. E esse próximo livro se chama “Mirar el alma de los niños. Pedagogía Hellinger Life”. Está dirigido tanto aos pais como aos educadores, com muitos exemplos.  Em poucas semanas estará em alemão e brevemente estará disponível em diferentes traduções, e neste momento estou escrevendo outro livro que o título é: Educación hoy.

Esses três livros “Las Iglesias su dios”, “Mirar al alma de los niños” y “La educación hoy” são uma trilogia, chegam para outro nível. Onde está esse nível? Embaixo. Perto, muito perto da vida. Isso é o que desejo compartilhar.

Perguntas

Agora desejo dar a oportunidade para esclarecimentos. Talvez também comentários. Sobre o que foi dado hoje de manhã. Quem deseja?

Mulher: Desejo fazer uma pergunta. Como posso me amigar com o que não quero ver?

Hellinger: Aprendemos esta forma de ver através da retirada. Isto é, nos retiramos para um vazio e isso levará a uma profundidade, e esta retirada é como o morrer. E de lá ressuscitaremos. Conseguiu entendê-lo, muito bem, muito bem!  A compreensão mostra-se na iluminação do rosto.

Outra mulher: Você falou do inferno, da consciência. Chegou-me a imagem de que a inseminação é como o inferno da consciência. E, além disso, agradeço-lhe que tenha falado sobre seu livro “Mirar al alma de los niños”, era muito importante para mim dizer-lhe isto e agradeço-lhe.

Hellinger: Acrescentarei algo breve sobre o inferno da consciência. A consciência é o motor, o impulsor de todos os crimes. E porque é tão atroz, tão terrível? Porque todos estes crimes são realizados no nome de Deus. Que Deus tão terrível e que voz da consciência tão terrível! Continuamos agora?

Constelações familiares mediais e casal

Estas Constelações familiares mediais e os movimentos que surgem das mesmas podemos observá-los num relacionamento de casal. Observar detalhadamente. É como revisar algo. É um teste que deseja ver o que está se desenvolvendo no seu relacionamento ou que está procurando uma solução. Com eles poderia trabalhar conjuntamente. Isto também é válido para relacionamentos homossexuais. Como? Respeitando. São movimentos divinos. Vejamos, um casal que esteja presente e que deseje trabalhar comigo. Vocês formam um casal? Ambos desejam?

Ao trabalhar com um casal sempre formulo umas perguntas. Perguntas gerais. O íntimo fica reservado, oculto. De onde é?

Homem: Bélgica.

Hellinger: E você?

Mulher: Sou da China, mas estou há 25 anos na Bélgica.

Hellinger: Já trabalhamos uma vez. Teve relacionamentos anteriores?

Homem: Sim.

Hellinger: Filhos do relacionamento anterior?

Homem: Sim, três filhos em comum. Em comum um.

Hellinger: Quantos relacionamentos anteriores tiveram?

Homem: Um relacionamento com três filhos e o segundo relacionamento com um filho.

Hellinger: E ela?

Mulher: Tenho uma filha com meu primeiro marido. E um filho com ele.

Hellinger: Estas são informações que devemos dispor quando trabalhamos com casais. Os parceiros anteriores e os filhos. O filho em comum é filho ou filha?

Homem: É um filho.

Hellinger: Como devo começar aqui? Onde se mostra especialmente a dinâmica desta família? No filho.  No filho em comum. Por isso começo com esse filho. Um representante para esse filho. Procure seu lugar.

Hellinger: Preciso de uma mulher. Movimente-se tal como é movimentada desde o interior.

O filho e a mulher colocam-se um de frente para o outro. O filho aproxima-se devagar e a mulher começa a tremer e soluçar. O filho inclina-se para o chão.

Hellinger diz para a mulher: Coloque-se lá também.

Eles três estão não chão.

Hellinger: Todos mortos. Agradeço a todos. Essa é a verdade e não me interessa o que acontece por trás disso. Sabe e isso é o suficiente. E agora a pergunta é: Podem superar isso? O filho tem a oportunidade de ficar na vida? Ou nesta relação tem seu efeito a frase “você por mim”? Aproxime-se novamente.

Aparece o representante do filho.

Hellinger: Fique de pé. Procure seu caminho para a vida.

Aparece uma mulher.

Hellinger: Coloque-se em frente.

A mulher coloca-se em frente do homem de costas para ele, com os braços estendidos. O filho tenta sair, tem os punhos fechados. A mulher afasta-se e olham-se de frente.

Hellinger: Incline-se perante ela.

Hellinger dirige-se para a mulher: Sabe quem é? É a China.

Os três, o filho, a mulher e a representante da China se abraçam.

Hellinger para o representante do filho: Agora tem permissão de viver.

Hellinger para o homem: Vá com ele. Posso parar por aqui. Agradeço aos representantes.

Os três: a mulher, o homem e a China se abraçam. O parceiro apoia-se na China. Esta se levanta e olha para eles sorrindo.

Hellinger: Ok. Isto foi tudo.

Fechem os olhos.

E olhemos para nosso atual relacionamento de casal. Para onde somos atraídos? Por quem está atraído nosso parceiro? Por quem se encontra atraído um filho nosso? Somente nos mantenhamos aí de pé e observemos para onde irá o relacionamento em nosso parceiro, em um filho e em nós. Aonde chegaremos? Em casa.

E que acontecerá com nosso relacionamento se todos os envolvidos chegarem lá nesse lugar para onde se sentem atraídos? Pode agora ter acabado algo? Pode começar algo novo?

Contar-lhes-ei uma história. Se desejarem podem manter os olhos fechados ou abri-los. Um discípulo perguntou para um mestre. Diga-me, que é a liberdade? Então o mestre perguntou: Que liberdade? A primeira liberdade é igual a um cavalo que derruba o ginete relinchando. E posteriormente tenta desmontá-lo novamente com o mesmo resultado. A segunda liberdade é igual ao capitão que despois do naufrágio fica no barco em vez de salvar-se com o bote salva-vidas. A terceira liberdade é igual ao pasto, à grama que balança no vento porque é vista mantém-se de pé.

O discípulo perguntou: E isso é tudo? Ao que responde o mestre: alguns pensam que estão procurando a verdade da sua alma. Porém, a grande alma pensa e sente através deles. Assim como a natureza pode dispor e aguantar muitos erros, já que pode suplantar os jogadores incorretos imediatamente. No entanto, aqueles que permitem que a alma pense por eles conseguirão algo novo. Porque igual que um nadador que se deixa levar, ela levá-los-á com força conjunta para novas margens.

Olhemos agora interiormente para esse poder e digamos-lhe: por favor.

Ok.

Algo sobre a felicidade. Desejam escutá-lo? Sobre a felicidade?

A felicidade aguarda.